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Dicionário de Anomalias SAF-T PT

Quando analisas um ficheiro SAF-T, a auditoria pode assinalar várias anomalias. Aqui explicamos cada uma: o que significa, porque acontece e como corrigir — em linguagem simples, para contabilistas e empresas.

Integridade numérica

A numeração dos documentos tem de ser sequencial e contínua dentro de cada série. Saltos ou desordem são dos sinais mais escrutinados pela AT.

Integridade de totais

Os totais declarados — por documento e no resumo do ficheiro — têm de bater certo com a soma das linhas. Diferenças apontam para erros de software ou manipulação.

IVA e isenções

Taxas, códigos de isenção e respetivos motivos seguem tabelas fechadas da AT. Valores fora dessas tabelas são rejeitados ou geram pedidos de esclarecimento.

Datas

As datas dos documentos têm de ser coerentes entre si, com o período do ficheiro e com a data de registo no sistema.

NIF e contribuintes

Os números de identificação fiscal têm um dígito de controlo verificável. NIFs inválidos costumam ser erros de introdução manual.

Documentos anulados

Anular documentos é legítimo, mas uma proporção elevada — ou anulações sem justificação — é um sinal de alerta clássico numa auditoria.

Integridade do ficheiro

A assinatura digital (hash) encadeia os documentos. Hashes em falta ou cadeias quebradas indiciam adulteração ou software não certificado.

Campos e codificação

Campos obrigatórios em branco ou caracteres fora do conjunto permitido pelo schema fazem o ficheiro falhar a validação da AT.

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Esta página tem carácter informativo e não constitui aconselhamento fiscal, contabilístico ou jurídico. Em caso de dúvida, consulta um contabilista certificado.